Olá pessoal!
Já um pouco tarde no dia de hoje - Dia de Mãe, não queria deixar passar a oportunidade de me mostrar profundamente agradecido a duas mulheres: a minha mãe e a Ana.
Duas mães de mão cheia que me ajudam a definir. Que fazem aquilo que sou hoje.
Obrigado!
Hoje foi também celebrado o Dia Mundial do Pai Prematuro e ontem, em conjunto com o grupo "De Pais Para Pais" e XXS entregamos uns miminhos de chocolate gentilmente cedidos pela Nestlé na UCIN do Hospital de Santa Maria aos pais que tinham os seus bebés internados. Foi uma excelente manhã/inicio da tarde com aquele pais. Muito obrigado para eles. Enchem-me o coração.
E foi hoje também o dia para lançar os balões pelas nossas estrelinhas. E este ano, o tempo chuvoso, não demoveu as pessoas que quiseram desta forma se juntar para relembrar os seus anjos com o lançamento de um balão por cada um. Foi mais um momento lindo, como foi no ano passado. Desta vez com mais gente.
E foi tão bom reencontrar pessoas que já não via há algum tempo, muitas delas já com os seus pequenos ao colo. O nosso ainda está na barriga da mamã. Com 33 semanas e 1 dia ainda tem tempo!
Não podia deixar de agradecer à mãe que fez questão de nos abordar para dizer o quanto este singelo blog a ajudou e à familia. Não poderia ter maior elogio e incentivo do que este. De coração cheio!
Abraços!
AR
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domingo, 3 de maio de 2015
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Dia Mundial da Prematuridade
Há ano e meio não fazia ideia do que era uma criança prematura.
Tinha um conhecimento muito académico da situação e pouco ou nada estava ciente para os riscos envolvidos. Também fui crescendo com muitos mitos que passam de geração em geração.
Ano e meio volvido e posso dizer que tenho uma grande ideia do que é isto. Casos que correram bem. Casos que não correram bem. Sequelas. Sem sequelas. Pequenos ou grandes.
É impressionante o que o Mundo nos ensina. No nosso caso foi um ensinamento à custa de muita angustia. Choro. Revolta. Aceitação. Paz. E Amor.
É muito importante que estejamos cientes que a Prematuridade é muito mais que um bebé que nasce antes do termo. É 1 em cada 10. 10%. Num país assolado com uma crise de natalidade.
São gastos brutais para o SNS (e bendito seja ele e os profissionais que o compõem).
São cargas emocionais brutais para os pais que têm de ir para casa sem a sua criança entregue ao conhecimento e amor de profissionais incríveis mas sobretudo entregue a ela própria.
São comportamentos de risco que algumas grávidas têm e que podem despoletar um nascimento prematuro.
São doenças que os pais só descobrem depois. Assassinas silenciosas que põem em risco a vida da criança e da mãe.
Por tudo isso é VITAL que a prematuridade seja uma preocupação constante. Algo que a população deve estar ciente que existe, não é rara e é grave. Muito grave.
Por isso tudo e mais razões que me faltam escrever, peço que pelo menos hoje isso seja algo lembrado e motivo de preocupação.
https://www.facebook.com/WorldPrematurityDay
http://prematuridade.com/
http://www.xxs-prematuros.com/
https://www.facebook.com/PaisPrematuros
http://www.who.int/pmnch/media/events/2013/wpd/en/
http://www.efcni.org/index.php?id=wpd&L=1%27%2522
Aqui fica a peça que a RTP fez para o Telejornal (começa no minuto 42:30) onde eu e a Ana tivemos oportunidade de participar.
http://www.rtp.pt/play/p1397/e172756/jornal-da-tarde
Abraços,
AR
PS: Não gosto nada do som da minha voz. :)
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Prematuridade "simplificada"
Encontrei esta infografia muito informativa sobre prematuridade. Desculpem estar em Inglês...
Precisamos fazer muito mais coisas a montante a jusante deste problema.
Como em tudo prevenir é o melhor remédio mas quando não é possível temos de dar o maior cuidado possível aos nossos bebés e mães.
Em breve darei mais informações sobre o programa C.A.R.E. e como o mesmo pretende actuar para mudar algumas destas coisas. Mas tudo começa pelo "awareness".
Não podemos desumanizar estas situações ao não investir nos bebés quando os mesmos (estatisticamente) não são viáveis como nesta situação aqui: Jeff’s Story… A Father’s Perspective on Loss. Somos e devemos ser melhores que isto... A bem dos bebés, dos pais e da Humanidade.
Abraços!
Precisamos fazer muito mais coisas a montante a jusante deste problema.
Como em tudo prevenir é o melhor remédio mas quando não é possível temos de dar o maior cuidado possível aos nossos bebés e mães.
Em breve darei mais informações sobre o programa C.A.R.E. e como o mesmo pretende actuar para mudar algumas destas coisas. Mas tudo começa pelo "awareness".
Não podemos desumanizar estas situações ao não investir nos bebés quando os mesmos (estatisticamente) não são viáveis como nesta situação aqui: Jeff’s Story… A Father’s Perspective on Loss. Somos e devemos ser melhores que isto... A bem dos bebés, dos pais e da Humanidade.
Abraços!
sábado, 26 de abril de 2014
Bebés prematuros. Diferentes sim. Mas para pior?
Olá pessoal.
Hoje foi dia de mais uma reunião do grupo "De Pais Para Pais" do Hospital de Santa Maria.
Foi um dia muito bom, apesar de termos tido poucos pais a participar. Será que é o dia e hora que desmotiva os pais de aparecerem? Ou será algum tipo de receio/preconceito? A analisar no futuro...
Mas é sobre preconceito que quero falar hoje.
Surgiu a ideia que alguns pais podem achar um estigma ter um bebé prematuro. Falar até do tema da prematuridade é algo que evitam por não quererem admitir que os seus bebés são "diferentes". É verdade? Sentem isso?
Sou da opinião que somos todos diferentes. Todos temos o nosso ADN e acho injusto atribuir alguma característica da pessoa no facto de ter nascido prematuro.
Estou bem ciente que há maiores riscos dos bebés prematuros desenvolverem patologias que os tornem notoriamente diferentes. Mas há coisas que, sendo de maior risco nos prematuros, os bebés de termo também desenvolvem.
E ser uma criança/adolescente/adulto diferente assim tão mau? A conotação da palavra "diferente" não pode ser também ela positiva?
Podia listar aqui uma serie de pessoas notáveis da nossa história que foram prematuros, mas prefiro dizer que, regra geral, são as pessoas diferentes que mudam o mundo.
Não é razão para preferir (como se fosse sequer possível escolher) ter um bebé prematuro! Obviamente será SEMPRE melhor ter um bebé de termo. Mas será assim uma tragédia tão grande que se crie um estigma na criança?
Na minha opinião, não. Até porque viva 6 dias, 6 meses, 6 anos, 6 décadas ou 6 séculos (ligeiro exagero :) ), o papel dos pais será sempre o mesmo: que a criança atinja o seu máximo potencial. E se assim o fizermos, estamos também a contribuir para mudar o Mundo.
Aqui fica o video de um famoso anuncio nos anos 90. Acho que vão reconhecer a marca no dia de hoje. :)
Conseguem identificar das pessoas que aparecem no video quais nasceram prematuras? :)
Se quiserem me contactar no assunto da prematuridade podem me encontrar no twitter pelo user "andrerodpt" ou usando a hashtag: #DePaisParaPais
Abraços!
Hoje foi dia de mais uma reunião do grupo "De Pais Para Pais" do Hospital de Santa Maria.
Foi um dia muito bom, apesar de termos tido poucos pais a participar. Será que é o dia e hora que desmotiva os pais de aparecerem? Ou será algum tipo de receio/preconceito? A analisar no futuro...
Mas é sobre preconceito que quero falar hoje.
Surgiu a ideia que alguns pais podem achar um estigma ter um bebé prematuro. Falar até do tema da prematuridade é algo que evitam por não quererem admitir que os seus bebés são "diferentes". É verdade? Sentem isso?
Sou da opinião que somos todos diferentes. Todos temos o nosso ADN e acho injusto atribuir alguma característica da pessoa no facto de ter nascido prematuro.
Estou bem ciente que há maiores riscos dos bebés prematuros desenvolverem patologias que os tornem notoriamente diferentes. Mas há coisas que, sendo de maior risco nos prematuros, os bebés de termo também desenvolvem.
E ser uma criança/adolescente/adulto diferente assim tão mau? A conotação da palavra "diferente" não pode ser também ela positiva?
Podia listar aqui uma serie de pessoas notáveis da nossa história que foram prematuros, mas prefiro dizer que, regra geral, são as pessoas diferentes que mudam o mundo.
Não é razão para preferir (como se fosse sequer possível escolher) ter um bebé prematuro! Obviamente será SEMPRE melhor ter um bebé de termo. Mas será assim uma tragédia tão grande que se crie um estigma na criança?
Na minha opinião, não. Até porque viva 6 dias, 6 meses, 6 anos, 6 décadas ou 6 séculos (ligeiro exagero :) ), o papel dos pais será sempre o mesmo: que a criança atinja o seu máximo potencial. E se assim o fizermos, estamos também a contribuir para mudar o Mundo.
Aqui fica o video de um famoso anuncio nos anos 90. Acho que vão reconhecer a marca no dia de hoje. :)
Se quiserem me contactar no assunto da prematuridade podem me encontrar no twitter pelo user "andrerodpt" ou usando a hashtag: #DePaisParaPais
Abraços!
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