Hoje foi dia de mais uma reunião do grupo "De Pais Para Pais" do Hospital de Santa Maria.
Foi um dia muito bom, apesar de termos tido poucos pais a participar. Será que é o dia e hora que desmotiva os pais de aparecerem? Ou será algum tipo de receio/preconceito? A analisar no futuro...
Mas é sobre preconceito que quero falar hoje.
Surgiu a ideia que alguns pais podem achar um estigma ter um bebé prematuro. Falar até do tema da prematuridade é algo que evitam por não quererem admitir que os seus bebés são "diferentes". É verdade? Sentem isso?
Sou da opinião que somos todos diferentes. Todos temos o nosso ADN e acho injusto atribuir alguma característica da pessoa no facto de ter nascido prematuro.
Estou bem ciente que há maiores riscos dos bebés prematuros desenvolverem patologias que os tornem notoriamente diferentes. Mas há coisas que, sendo de maior risco nos prematuros, os bebés de termo também desenvolvem.
E ser uma criança/adolescente/adulto diferente assim tão mau? A conotação da palavra "diferente" não pode ser também ela positiva?
Podia listar aqui uma serie de pessoas notáveis da nossa história que foram prematuros, mas prefiro dizer que, regra geral, são as pessoas diferentes que mudam o mundo.
Não é razão para preferir (como se fosse sequer possível escolher) ter um bebé prematuro! Obviamente será SEMPRE melhor ter um bebé de termo. Mas será assim uma tragédia tão grande que se crie um estigma na criança?
Na minha opinião, não. Até porque viva 6 dias, 6 meses, 6 anos, 6 décadas ou 6 séculos (ligeiro exagero :) ), o papel dos pais será sempre o mesmo: que a criança atinja o seu máximo potencial. E se assim o fizermos, estamos também a contribuir para mudar o Mundo.
Aqui fica o video de um famoso anuncio nos anos 90. Acho que vão reconhecer a marca no dia de hoje. :)
Se quiserem me contactar no assunto da prematuridade podem me encontrar no twitter pelo user "andrerodpt" ou usando a hashtag: #DePaisParaPais
Abraços!




